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Florianópolis
Registro de postos de gasolina em Santa CatarinaFoto: Divulgação/Diego Deyvison/ND Mais
Desde o início do anúncio da possível greve dos caminhoneiros, motoristas têm formado longas filas em postos de combustíveis, preocupados com uma possível escassez semelhante à registrada em 2018. E notícias de falta de combustível têm circulado em grandes portais de notícias e nas redes sociais.
No X (antigo Twiter), usuários afirmam a falta de combustível em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Apesar da preocupação popular, Petrobras e associações de distribuidoras afirmam que não há registro de falta de combustível generalizado.
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falta combustivel comentada por usuários no X - Belford Roxo 24h/@belfordroxo24h/X
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falta combustivel comentada por usuários no X - Danielle S/@danizinhahf/X
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falta combustivel comentada por usuários no X - Jornalaw online/@maurodemarchi/X
Falta de combustível preocupa, mas Petrobras e distribuidoras negam desabastecimento
Segundo o Estadão, a estatal informou não ter identificado problemas no fornecimento e monitora a situação em conjunto com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o Ministério de Minas e Energia e outras entidades do setor.
Instituições que representam distribuidoras de combustíveis também reforçam a mensagem. A Brasilcom (Associação de Distribuidoras de Combustível) disse ao Verifica que nenhuma de suas associadas registrou irregularidades no fornecimento.
Petrobras nega falta de combustívelFoto: Fernando Frazão/Agência Brasil/ND Mais
A Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis também declarou não ter conhecimento de problemas em suas bases, que englobam oito sindicatos regionais, incluindo Sindiminas (MG), Sindisul (RS), Sindesc (SC), Sicompar (PR), Sindigoias (GO), Sidicoesp (SP), Sindimat (MT) e Sindipe (PE).
A preocupação com o combustível vem junto com a alta nos preços do diesel, que tem causado insatisfação entre caminhoneiros e gerado a ameaça de fechamento de rodovias.
Segundo um estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), o preço médio do diesel-S10 comum passou de R$ 5,43 no início de março para R$ 6,50 em 16 de março, uma variação de R$ 1,07, atribuída principalmente à instabilidade causada pela guerra no Oriente Médio, que impactou o mercado global de petróleo.
Paralisação dos caminhoneiros bota pressão no governo federalFoto: Reprodução/ND Mais
O governo e as entidades do setor garantem que o abastecimento segue normal, mas a tensão entre motoristas e autoridades continua, com caminhoneiros cobrando medidas imediatas para conter o aumento dos preços.
*Com informações do Estadão
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